UM FILME ABSTRATO – PARTE I

(RJ, 2005, cor, MiniDV, 9′)


 
 

SINOPSE: Um filme abstrato em quatro partes: 1) a casa; 2) o mundo; 3) as coisas; 4) eu. A casa, a solidão, a estética materialista, o trabalho de estrutura, um filme pessoal sem psicologia.

FICHA TÉCNICA: Realização: Marcelo Ikeda. Mudo.

 
 


 
 
 
 
 
 
 
 

UM FILME ABSTRATO – PARTE II

(RJ, 2005, cor, 7′)


 
 

SINOPSE: Um filme abstrato feito de cor e som. E de ritmo. E de Mark Rothko e Stan Brakhage. As cores dos sons e as sonoridades das cores. Por um cinema puro.

FICHA TÉCNICA: Realização: Marcelo Ikeda.

 
 
 
  
 

COMENTÁRIOS: Em 2005, comecei a pensar em uma série de vídeos caseiros que seria intitulada “um filme abstrato”, retomando a pesquisa sobre as vanguardas. Na parte I, totalmente muda com cartelas, assim como o Canção de Amor, o início rigoroso recorta a casa como em Entremeio mas se torna ainda mais formalista, de modo que muitas vezes chega a se perder a referência da coisa em si para compor um quadro quase abstrato. No fim, os estranhos desenhos inspirados tortamente em Hans Richter, exploram a relação do espaço (das distâncias) com as formas e uma possível psicologia, alimentada pelas cartelas. Se a parte I é totalmente muda, a parte II tem uma presença marcante do som. Surgiu de um desejo de realizar um curta sem produção de imagens, apenas com telas de cores, pensando no cinema como “uma arte pura”, pura combinação rítmica de formas, cores e timbres. Se a parte I é tipicamente materialista, a II é um exercício metafísico!

 
 

 

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