ÊXODO

2011

 
 

ÊXODO

(RJ/SC, 2008, cor, MiniDV, 96′)


 
 

SINOPSE: Anti-diário de viagem para a ilha de Florianópolis. O tempo, os lugares físicos e a distância de si. Um filme estrangeiro.
“Il et son féminin Île” (Ele e seu feminino ilha) – Edmond Jabès.

FICHA TÉCNICA: Direção, Produção, Fotografia, Edição, Edição de Som: Marcelo Ikeda. Música Original: Luiz e Ricardo Pretti.

APRESENTAÇÃO: Êxodo faz parte de uma linha de vídeos de Marcelo Ikeda baseados em diários pessoais de viagens, inspirados nos “filmes caseiros” de Jonas Mekas e no cinema sensorial de Abbas Kiarostami (“Five”). Assim como em Desertum, seu longa anterior, passado em Buenos Aires, em Êxodo temos o “anti-olhar” de um observador estrangeiro, que tem um primeiro contato com uma cidade desconhecida. Temos sempre o seu ponto-de-vista, desse observador silencioso que só é revelado ao final. Dessa vez, o lugar escolhido é a ilha de Florianópolis, com sua mescla de “cidade-turismo” e “centro urbano”. Marcelo Ikeda faz um percurso bastante rigoroso e pessoal ao longo desses espaços físicos, através de planos longos que sugerem um distanciamento do lugar filmado. O filme revela-se então um “anti-diário de viagem”, já que o deslumbramento com o novo e o contato com o outro praticamente inexistem. Os lugares físicos são filmados como “espaços vazios” e a experiência de imersão nesse lugar outro é problematizada com a música, de base eletroacústica. O título remete à estrutura ternária do livro bíblico e problematiza uma idéia de travessia espiritual, diante do vazio do mundo das coisas. Com isso, Ikeda realiza um trabalho que se insere numa linha do cinema contemporâneo que se aproxima das artes plásticas, num entremeio entre a ficção e o documentário, negando a dramaturgia clássica para construir um cinema composto puramente de tempo e espaço, como uma experiência essencialmente sensorial.

 
 

TEXTOS SOBRE O FILME:

Apresentação do autor na primeira exibição pública do filme (CCBB/RJ – março/2008)

Prólogo de Êxodo (transcrição da narração que abre o filme)

“Êxodo” – Luiz Rosemberg Filho e Sindoval Aguiar

Diversões (?) solitárias de Marcelo Ikeda – Carlos Alberto Mattos

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