EM CASA

2011

 
 

EM CASA

(RJ, 2005, cor, MiniDV, 78′)


 
 

SINOPSE: Depois de dez anos, volto à casa. O que há da casa? O que há de mim? O que há de mim em casa? O que há da casa em mim?

FICHA TÉCNICA: Realização: Marcelo Ikeda. Edição de Som: Yuri Apoena.

 

DECLARAÇÃO DO DIRETOR: EM CASA inicia uma trilogia de diários de viagem em longa duração, sucedido por Desertum e Êxodo. Volto para a casa dos meus pais, onde nasci, após dez anos fora. O que há de mim nos cômodos dessa casa, em cada canto? Quais são os rastros de mim? Essa busca por uma origem é feita sem psicologia, mas através de um cinema materialista, com planos de câmera parada e de longa duração. De uma certa forma, Em Casa é um prolongamento das pesquisas de Entremeio, mas aqui o rigor da estrutura que decompõe a casa em cômodos ligeiramente se abre à medida que o filme segue adiante, avançando para os arredores da casa, e culminando num plano-síntese, o plano final.

 
 

TEXTOS SOBRE O FILME:

Em Casa – Luiz Rosemberg Filho

Em Casa – r. cavalo

Diversões (?) solitárias de Marcelo Ikeda – Carlos Alberto Mattos

 
 



 
 

Uma resposta to “EM CASA”

  1. mrl-x said

    De um grande poeta
    para um poeta da luz [‘cinema é a música da luz’ – julio bressane]
    e das palavras [seu ‘poema 3’ roubei e já passei pra frente
    para falar tbem da minha saudade de/com alguém —rsksksks] e que expressa este terrivel estranhamento quando da volta/do retorno.

    Será que dá para parar o tempo???

    ***

    Campina grande é apenas um retrato na parede
    [e agora um “fotograma branco e transparente onde você escreve[u] uma sombra”; um filme…]

    😉

    abrx

    namastê

    mrl-x

    ————-

    Confidência do Itabirano

    Alguns anos vivi em Itabira.
    Principalmente nasci em Itabira.
    Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.
    Noventa por cento de ferro nas calçadas.
    Oitenta por cento de ferro nas almas.
    E esse alheamento do que na vida é porosidade e
    comunicação.

    A vontade de amar, que me paralisa o trabalho,
    vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem
    horizontes.
    E o hábito de sofrer, que tanto me diverte,
    é doce herança itabirana.

    De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço:
    esta pedra de ferro, futuro aço do Brasil,
    este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval;
    este couro de anta, estendido no sofá da sala de visitas;
    este orgulho, esta cabeça baixa…

    Tive ouro, tive gado, tive fazendas.
    Hoje sou funcionário público.
    Itabira é apenas uma fotografia na parede.
    Mas como dói!

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